23 novembro 2004

Fodido é a palavra...

No último post falei muito em "estar indignado", na verdade estou fodido. E perguntam vocês, porquê? Muito simples, porque há pessoas que me irritam solenemente, que parece que o único objectivo na vida é mesmo esse, irritar-me...

Tenho o azar de conhecer muita gente assim... acredito que nem façam de propósito, elas no fundo queriam era irritar outra pessoa, mas não, conseguem mesmo assim irritar-me a serio!! Uma dessas pessoas é uma cara colega Margarete. É verdade, sinto-me fodido quando as pessoas se metem naquilo em que não são chamadas; quando sabotam o trabalho dos outros; quando sorvem toda e qualquer oportunidade de exercer algum tipo de poder; quando não se percebe o que é que ainda andam a fazer por cá, mas elas persistem.

Há algum tempo apareceu um blog, criado pela Direcção da Associação de Estudantes chamado Mal.dito , que gerou imensa polémica por causa de um dos seus posts, exactamente acerca das pessoas que exercem um micro-poder dentro da FDUNL. Tanto se comentou que o autor decidiu retirar o texto e o blog morreu por aí, por falta de tomates por parte do responsável pelo blog.

Entre esses comentários, está o da distinta colega Margarete no qual ela não só naõ nega que possui um micro-poder, como garante seguidores!! Mas em que raio de mundo é que esta gente vive?? Gabam-se de um poder que têm que nunca se soube de onde veio (eu sei, mas fica para próximos posts..), as funcionárias da faculdade reconhecem esse poder (incrível!!) e passam a vida a tentar arranjar a mínima oportunidade para o exercer. E no fundo, quando se vê o que se anda a passar nos últimos dias por causa do Dia da Faculdade, percebe-se exatamente isto.. O pior é que já têm seguidores, o péssimo é que ainda são mais amados pela faculdade... talvez seja só pena.

Agora não vou aceitar é que se passem cenas que ponham em causa a Associação de Estudantes e o seu trabalho. Caso não se saiba, nunca foi ambição da AE(pelo menos minha..) organizar o Dia da Faculdade, só o fazemos porque nos foi pedido por um professor. A partir do momento em que é a AE a organizar, é inaceitável que existam outras pessoas a saber o que quer que seja da organização e a receber informações que nem a AE chega a receber.. É uma vergonha, tou fodido e hei-de voltar a escrever sobre isto....

Já lá vão duas...

Já é a segunda vez que volto a pegar neste blog, que me volto a interessar por estas coisas de deixar a nu os nossos pensamentos, tipos "Rasgos de Alma" do Jur.nal, mas em formato não lamechas/pseudo/merdoso.

Tenho visto vários blogs crescrer, como o Rua ao Frio, o Circunstâncias ou o Outro lado do Sol . São todos blogs de pessoas de quem eu gosto e de quem aprecio a escrita, o que fez com que me desse uma grande vontade de voltar a postar. Outro dos motivos que me fez voltar a este espaço foi a necessidade de me indignar... é algo que eu preciso neste momento, tendo em conta a quantidade de atrocidades que vêm sendo cometidas nos últimos tempos.

Já antes referi a minha faceta associativa. É algo que sempre me deu gozo fazer, adoro quando consigo melhorar alguma coisa, dá-me imensa satisfação alterar pequenas coisas que sei que vão melhorar a vida dos estudantes.
Todavia, com este tipo de cargos vem normalmente a parte fodida: ou se fecha os olhos e se faz de conta que não se vê nada, ou vêem-se coisas que nunca se sonharam, nomeadamente, da parte dos professores, fuuncionários e alunos da Faculdade.

Deixo para próximos posts esta minha indignação, por agora fica esta nota como o quid de eu voltar a escrever (adoro meter estas expressões latinas completamente idiotas).

09 junho 2004

Tudo são recordações/a maltinha fixe!

Simples imagens de momentos passados nas ilhas, quando ainda não imaginava o que era o Direito Civíl.


Depois querem que um gajo se concentre...



Um simples exemplo do aspecto da mesa após exame de Teoria Geral do Direito Civil

02 junho 2004

Coisas da vida...

Há coisas que não se compreendem! Começo por mim, eu não me compreendo. É a mais pura verdade! Cada vez me identifico menos com a minha própria pessoa, não me reconheço nas coisas que faço e que digo, nem sequer na minha própria imagem ou voz... Sinto que só existo plenamente enquanto ente pensante, só existo na minha própria cabeça. Tudo o resto é uma má transmição, como quando o rádio não tem sinal, sinto-me distorcido pelas contingências, pelas fraquesas momentâneas, pelas faltas de coragem, pelas características físicas, pelos comportamentos dos outros. Esse não é o verdadeiro EU e por mais que tente nunca o será. É demasiado imperfeito, demasiado contra princípios que EU tenho e que não demonstro ter...