É verdade que eles prestam juramento sobre a bíblia e tal, mas depois tem isto. Gostava de ver alguém na nossa televisão a chamar tantos nomes seguidos a um dos nossos "primeiros".
"The pen in my hand is heavy with ink,\inspiration comes not to my mind.\I try very hard to think,\but destiny is not too kind.\So I will put my pen away,\no poetry is very frustrating.\Tomorrow words will come my way,\which to me is very exhilarating." Bernard Shaw
22 janeiro 2009
14 janeiro 2009
Religião, finalmente - A polémica
O problema que expus no post anterior parece ser que as pessoas religiosas não estão habituadas a concorrência. Os infiéis, finalmente, deixaram de ser aqueles que têm um Deus (eu queria escrever deus, mas assinala erro) diferente, para passar a ser aqueles que não acreditam em qualquer deus (vou passar a escrever mesmo assim).
Eu não acredito, óbvio. Não tenho problemas nenhuns com isso, mas chateia-me que quem acredite queira censurar este tipo de mensagem. Todos nós somos bombardeados com publicidade que anuncia que deus existe e nunca nenhum ateu se deve ter queixado disso. Existem programas de rádio, missas ao domingo na TV, pessoas com umas coisas ao pescoço (acho que são cruzes ou lá o que é) a anunciarem que deus existe e os ateus - por sinal a maior parte das pessoas que conheço - nunca dizem nada. Agora que existe um movimento que apenas enuncia a base do que é ser ateu, sem tentar converter, de forma não insultuosa, tumba! somos intolerantes.
Uma das grandes satisfações dos críticos do anúncio é a expressão utilizar a palavra "probably". É preciso dizer que já existe uma queixa na Advertising Standards Authority de alguns que consideram os anúncios ofensivos, mesmo indecentes. Imaginem só o que aconteceria se não estivesse lá o tal "probably". Outra das grandes bandeira dos tolerantes católicos que andam por aí (os mesmos que não são contra a declaração homofóbica do senhor Bento) é a dos anúncios se limitarem a cristãos, não existindo, ainda, anúncios a passar em comunidades muçulmanas. O que se passa é que estes anúncios não são dirigidos a ninguém, não querem obter conversões, mas sim sorrisos. Para quem ainda não tenha percebido, nós os ateus não levamos isto muito a sério.
Até o senhor director do Público se pronunciou contra a campanha, não por achar que atinge os crentes, mas sim pela parte do "enjoy life". Ao que parece devíamos andar por aí todos muito preocupados com as crises que grassam este mundo em vez de andarmos a gozar a vida. Não me parece é que esteja minimamente relacionado o facto de eu gozar a vida e Israel invadir a Faixa de Gaza. Mas parece que ele sabe qualquer coisa que eu não sei...
Eu não acredito, óbvio. Não tenho problemas nenhuns com isso, mas chateia-me que quem acredite queira censurar este tipo de mensagem. Todos nós somos bombardeados com publicidade que anuncia que deus existe e nunca nenhum ateu se deve ter queixado disso. Existem programas de rádio, missas ao domingo na TV, pessoas com umas coisas ao pescoço (acho que são cruzes ou lá o que é) a anunciarem que deus existe e os ateus - por sinal a maior parte das pessoas que conheço - nunca dizem nada. Agora que existe um movimento que apenas enuncia a base do que é ser ateu, sem tentar converter, de forma não insultuosa, tumba! somos intolerantes.
Uma das grandes satisfações dos críticos do anúncio é a expressão utilizar a palavra "probably". É preciso dizer que já existe uma queixa na Advertising Standards Authority de alguns que consideram os anúncios ofensivos, mesmo indecentes. Imaginem só o que aconteceria se não estivesse lá o tal "probably". Outra das grandes bandeira dos tolerantes católicos que andam por aí (os mesmos que não são contra a declaração homofóbica do senhor Bento) é a dos anúncios se limitarem a cristãos, não existindo, ainda, anúncios a passar em comunidades muçulmanas. O que se passa é que estes anúncios não são dirigidos a ninguém, não querem obter conversões, mas sim sorrisos. Para quem ainda não tenha percebido, nós os ateus não levamos isto muito a sério.
Até o senhor director do Público se pronunciou contra a campanha, não por achar que atinge os crentes, mas sim pela parte do "enjoy life". Ao que parece devíamos andar por aí todos muito preocupados com as crises que grassam este mundo em vez de andarmos a gozar a vida. Não me parece é que esteja minimamente relacionado o facto de eu gozar a vida e Israel invadir a Faixa de Gaza. Mas parece que ele sabe qualquer coisa que eu não sei...
Religião, finalmente - O caso
Parece que a blogosfera acordou para a religião. Incrivelmente, parece também que foram os ateus a provocar esta explosão. O Jugular parece ser o centro desta discussão, com vários post sobre o assunto.
O que se discute é o facto de um grupo de ateus ingleses ter começado um movimento através do qual juntou uma batelada de dinheiro (doações de camaradas ateus) e pagou anúncios em autocarros por toda a Inglaterra, comprando também anúncios no metro de Londres. Entretanto este movimento já se espalhou por mais países sendo Itália o primeiro a ter o seu próprio Bus Ateo.
Deixo aqui algumas imagens e videos:


O que se discute é o facto de um grupo de ateus ingleses ter começado um movimento através do qual juntou uma batelada de dinheiro (doações de camaradas ateus) e pagou anúncios em autocarros por toda a Inglaterra, comprando também anúncios no metro de Londres. Entretanto este movimento já se espalhou por mais países sendo Itália o primeiro a ter o seu próprio Bus Ateo.
Deixo aqui algumas imagens e videos:
12 janeiro 2009
Político, Sr. Presidente da República Portuguesa, maricas de merda!
Carlos César disse que Cavaco deu «exagerado e despropositado ênfase» ao estatuto dos Açores. O que me parece é que o senhor Presidente se amaricou e, depois para compensar se pòs aos berros na mensagem de Natal*. Devia era ter enviado o raio do Diploma para o Tribunal Constitucional e não se falava mais nisso.
*correcção: As declarações a que me referia foram proferidas aquando da promulgação do Estatuto Político-Administrativo dos Açores a 29 de Dezembro. O Sr. Presidente disse mesmo que se trata de "uma solução absurda, como foi sublinhado por eminentes juristas. Mas o absurdo não se fica por aqui. A situação agora criada não mais poderá ser corrigida pelos deputados".
Se é absurdo, se é grave e se o senhor eleito pelos portugueses justamente para que não passem leis absurdas não envia o diploma para o TC, então temos um problema. Não só a lei constitucional foi vergada pela lei ordinária, como o Sr. Presidente foi vergado pelo peso partidário. Shame on him...
*correcção: As declarações a que me referia foram proferidas aquando da promulgação do Estatuto Político-Administrativo dos Açores a 29 de Dezembro. O Sr. Presidente disse mesmo que se trata de "uma solução absurda, como foi sublinhado por eminentes juristas. Mas o absurdo não se fica por aqui. A situação agora criada não mais poderá ser corrigida pelos deputados".
Se é absurdo, se é grave e se o senhor eleito pelos portugueses justamente para que não passem leis absurdas não envia o diploma para o TC, então temos um problema. Não só a lei constitucional foi vergada pela lei ordinária, como o Sr. Presidente foi vergado pelo peso partidário. Shame on him...
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