30 outubro 2009

Fuck You



25 outubro 2009

Bad Lieutenant, Good Lieutenant

Seminário AAICS




Seminário
Música, Activismo e Migrações


Projecção do documentário:
Music of Resistance: “Finding dignity Portugal” 22’


Debate com:
Nuno Santos (Chullage)


KHAPAZ


Derek Pardue
Washington University


Max Ruben Ramos
AAICS, ICS-UL




Moderação: Luís Bernardo


AAICS, ICS-UL

Organização: AAICS
28 de Outubro de 2009 - 15: 00 horas
Auditório Sedas Nunes

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Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Avenida Professor Aníbal de Bettencourt, 9 – 1600-189 Lisboa

24 outubro 2009

O què?


Ricos querem pagar mais impostos

Grupo de alemães lança petição para que governo taxe os mais endinheirados

Por: Redacção /JF  |  23-10-2009  15: 56
Dinheiro
A Alemanha pode conseguir mais 100 mil milhões de euros com impostos sobre os mais ricos. Um grupo de alemães endinheirados lançou uma petição a pedir ao governo para que lance mais impostos sobre os mais ricos.
Segundo a BBC, o grupo considera que tem mais dinheiro do que precisa, e esse extra pode financiar a economia e as ajudas sociais para que a economia recupere.
O país pode angariar cerca de 100 mil milhões de euros se os mais ricos pagarem mais 5% durante dois anos.
A petição tem 44 assinaturas, e irá ser apresentada a Angela Merkel, recentemente reeleita chanceler.
Este conjunto de pessoas considera que a crise está a levar o país para um caminho de desemprego, pobreza e desigualdades sociais. «A saída da crise deve ser feita através de um investimento massivo na ecologia, educação e justiça social», pode ler-se na petição.
Aqueles que fizeram fortuna devem contribuir mais para aliviar o país da crise, escrevem ainda os peticionários.
O homem por trás deste documento, Dieter Lehmkuhl, disse ao «Berlin Tagesspiegel» que existem na Alemanha cerca de 2,2 milhões de pessoas com uma fortuna avaliada em mais de 500 mil euros.
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A partir de 1 de Janeiro
Merkel anuncia redução de impostos na Alemanha
2009/10/24 15:09

Aposta passa por ajudar famílias e empresas a vencer a crise
A Alemanha vai baixar os impostos a partir de 1 Janeiro de 2010 para ajudar as famílias e empresas, anunciou este sábado a chanceler Angela Merkel.
Durante a apresentação do programa do novo Governo - que toma posse na próxima quarta-feira - Merkel garantiu que «vai reduzir os impostos sobre as famílias, reformar o imposto para as empresas e o imposto sobre a herança».

Numa conferência de imprensa conjunta com o líder dos liberais, Guido Westerwelle, o próximo ministro dos Negócios Estrangeiros, a responsável frisou que «a ideia é aliviar o cidadão e protegê-lo contra as consequências da crise».

A aposta passa por vencer a recessão e o desemprego. Além disso, o novo executivo vai ainda promulgar uma nova Lei, este ano, para antecipar o crescimento da economia. Para tal, prevê um aumento do abono de família, uma alteração dos impostos e uma redução da burocracia.

15 outubro 2009

Dave Grohl cover of Tiny Dancer

Primeiro era para colocar o original, depois a versão do Almost Famous.. acabei por escolher esta do Dave Grohl que é passado dos cornos.

americans don't deserve their artists

13 outubro 2009

Toma lá fresquinho

1. Nunca ninguém fala assim por cá

2. Lá, também ninguém ouve.

12 outubro 2009

Intervalo Publicitário (a conversa fascizoide continua no próximo post)

Da Coca para o Mundo

Da discussão mencionada no post anterior surgiu uma outra, bastante mais séria, mas não menos polémica. Este meu preconceito (que não o é, pois já conceptualizei o suficiente em torno dele) acerca de formas de viver que não a desenvolvida pelo mundo ocidental, voltou a causar espanto entre os meus convivas. A verdade é que penso realmente que a “forma de viver ocidental” é a forma certa de se viver e foi isto que causou estupefacção.
O que entendo por forma ocidental (a meu ver mesmo só europeia) de viver é um desenrolar sequencial de eventos futuros, baseados nas evoluções passadas. Obviamente que isto faz de mim um optimista que apaga todas as involuções. Creio, apesar de tudo, que existe uma sequência lógico-temporal definida que subjaz ao estilo de vida europeu. Para mim começou-se com os valores do antropocentrismo, do iluminismo, da democracia, do laicismo, da cientificidade e do liberalismo social. Acredito que a sociedade do futuro será pautada por uma absoluta aceitação de todas as idiossincrasias individuais, sendo imperativo que estas só existam quando houver um sentimento de pertença ao sistema na sua globalidade. O que quero dizer com isto é que, por exemplo (partindo das fáceis para as difíceis), a forma de vestir, seja ela qual for, não possa interferir de forma alguma no estatuto social do indivíduo. Para um exemplo mais forte e mais próximo do meu end game,  o uso de uma burka, de uma corrente ao pescoço ou de uma gravata têm de ser igualmente respeitados a partir do momento em que quem usa a burka o faça por gosto pessoal, quem usa a corrente ao pescoço seja respeitador da diferença e quem usa a gravata não o faça apenas para “pertencer”. No fundo, qualquer comportamento, por mais estranho que parece à pessoa média, deve ser aceite se não for contra os valores básicos de civilidade e de respeito pelo sistema global.
Esta minha posição sobre qual a forma correcta de “evoluir” leva a que não ache propriamente atractiva a vida dos índios sul-americanos ou dos místicos indianos, já para não falar nos países muçulmanos. Este meu extremismo leva a que não exista da minha parte um grande respeito por tradições ancestrais ou pelas formas “simples” de viver. Apenas lhes chamo atrasos. Contudo, ao contrário da maior parte das pessoas que pensam assim não sou nem hipócrita nem intolerante. Não sou hipócrita porque não quero visitar esses locais para não me sentir a faltar ao respeito a essas pessoas e não sou intolerante porque não lhes quero impor a minha forma de ver o mundo. A não ser em 2 situações muito específicas: quando a forma como agem for abertamente  contra aquilo que se consideram os Direitos Humanos; e quando qualquer representante destas comunidades decidir, de livre vontade, habitar na minha comunidade (e falo aqui de forma lata, abrangendo toda a Europa).

À Coca

Numa conversa com amigos aqui há uns dias disse descontraidamente que “ toda a população índia da América do Sul era ligeiramente estúpida”. Qual não foi o meu espanto quando me vi rodeado de olhares perplexos, desabando instantaneamente sobre mim um conjunto de argumentos ao qual só posso chamar de chacina intelectual. A conversa surgira a propósito do consumo de coca, não a mesma cocaína que se consome por cá, mas o mastigar da folha da dita, por parte dos índios colombianos. Pareceu-me perfeitamente aceitável considerar que esse hábito prolongado durante toda a vida em nada abonava a favor das capacidades cognitivas da população indígena. O raciocínio baseava-se num paralelismo muito simples: imaginando qualquer pessoa em Portugal a começar a mastigar folhas de coca na adolescência e a continuar a fazê-lo pela vida toda, não me parece estranho que o seu desempenho ao longo do tempo se vá degradando.
Depois de alguma investigação reconheço o meu erro ao considerar que o “mastigar” ou melhor “chupar” folhas de coca pudesse ter efeitos a longo prazo, algo que está comprovado não acontecer. Ainda assim, parece-me extremamente exagerada a reacção. O que se estava a discutir não era se a folha de coca tinha ou não efeitos, era se, existindo esses efeitos, isso faria com que “ toda a população índia da América do Sul fosse ligeiramente estúpida”. Eu ter-me referido aos índios sul-americanos, membros de uma comunidade “desprotegida” e, como tal, “protegida” pelas leis do politicamente correcto é que levou os meus amigos a saltarem da cadeira e a passarem a olhar-me de lado como um qualquer ser meio racista.

Redenção

Acreditando que a minha vida de blogueiro tinha terminado, andava eu muito contente da vida. Eis senão quando começaram a surgir uma série de questões a inquietar a minha até agora pacífica mente. Voltou a vontade de escrever e com ela a vontade de blogar. Prometo, contudo, ser mais comedido na expressão do meu descontentamento, menos abrasivo nas críticas pessoais e, quiçá, mais interessante.